Sobre

Sr. João é um colectivo fundado em 2009 por Óscar Silva, Pedro Barreiro, Ricardo B. Marques e Silvana Ivaldi que trabalha sobretudo em teatro e performance. Ao Sr. João interessa, entre outras coisas, o pensamento sobre os actos performativos como geradores poéticos e a experimentação sobre as convenções constituintes das formas teatrais. A maioria das apresentações públicas dos espectáculos do Sr. João aconteceram em São Paulo, Brasil, entre 2010 e 2014, dos quais se destacam Espectáculo Absoluto (2014), Traumatheatre (2012), Tool Box (2012), I Love SP (2011) e Primeira Valsa (2011), precedidos de Porque o destino nos segue o rasto como um louco com uma navalha na mão – um espectáculo de passe (2010), este apresentado em 2010 em Lisboa.

Após um período de concentração em colaborações continuadas de carácter privado e nos trabalhos individuais de cada um dos seus membros, o Sr. João inicia agora o projecto no qual trabalhará entre 2018 e 2022: Life goes on without me, you and everybody else – axiomas estruturais para uma performatividade de um certo tipo.

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Bio Óscar:

Em 2010 licenciou-se em Teatro (ramo Actores) pela Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Em 2013 Frequentou o programa de Performance da Pós-graduação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

Trabalha sobretudo no campo lato do teatro e performance como criador, encenador e actor .

Entre 2010 e 2014 viveu e trabalhou em São Paulo, onde criou e apresentou vários trabalhos nas áreas de teatro, performance e formação. Trabalhou com Mauricio Paroni de Castro e foi artista associado d’Os Satyros desenvolvendo espectáculos como actor e assistente de direcção. Entre 2012 e 2014 foi assistente de direcção da SP Escola de Teatro onde foi responsável por diversos projectos pedagógicos e artísticos.

Concluiu o Mestrado em Performance Design and Practice na University of the Arts London – Central Saint Martins, com bolsa da Fundação GDA e no início de 2016 criou o espectáculo “The Old Image of Being Loved” e a performance “It was very nice to meet you”, ambos com apresentação em Londres.

Fez a École des Maîtres 2017 onde trabalhou com o colectivo belga TRANSQUINQUENNAL.

Recentemente foi actor no espectáculo “O Despertar da Primavera – uma tragédia Kinder”, numa criação do Teatro Praga, e assistente de encenação de Pedro Penim em “Humor Maligno”. Foi actor no espectáculo “À espera de Beckett ou QUAQUAQUA” de Jorge Louraço no Teatro da Trindade, e “Casimiro e Carolina” numa encenação de Tonan Quito do Teatro Nacional D. Maria II.

Bio Pedro:

Pedro Barreiro nasceu em 1987 em Santarém, Portugal.

Estudou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa entre 2005 e 2007, ano em que iniciou a licenciatura em Teatro – Atores na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) do Instituto Politécnico de Lisboa. Concluiu a licenciatura em 2010, partindo nesse ano para São Paulo, Brasil, onde frequentou os cursos de Artes Cênicas, Artes Plásticas e Comunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), tendo obtido, em 2016, o título de mestre em Artes Cénicas com a dissertação “A lógica poética ideogramática aplicada à criação cénica”. Em 2014 foi convidado pelo departamento de direcção teatral da SP – Escola de Teatro para ministrar aulas de criação em teatro performativo. Foi bolseiro da III Edição do Programa INOV-Art, em 2011, através do qual iniciou a profícua relação com Mauricio Paroni de Castro. Desde 2008 que tem vindo a desenvolver inúmeros trabalhos como encenador, actor, criador cénico, dramaturgista e produtor, nos campos do teatro e da performance. Foi Director Artístico e Programador do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, de 2015 a 2017, programando e apoiando grande parte da nova geração de artistas portugueses da dança, do teatro, da performance e da música, bem como trabalhos de novos artistas vindos da Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Japão e Brasil. É fundador dos colectivos de criação artística Sr. João (2010) e Activo Tóxico – Artistas Associados (2017).

Bio Ricardo:

Ricardo B. Marques nasceu em Lisboa, Portugal.

Formou-se em Dramaturgia pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e estudou Cinema na Universidade da Beira Interior. Em 2010, foi seleccionado para o apoio a novos encenadores da Fundação Calouste Gulbenkian com o espectáculo, “Antes de descobrir a garganta”. Em 2012, co-dirigiu e escreveu “Primeira Valsa”, que estreou em Castelo Branco, Portugal, e foi posteriormente apresentado em São Paulo, Brasil. No mesmo ano apresentou “Traumatheatre”. Em 2013 teve o seu último texto, “Boogaloo”, em uma leitura encenada no festival Satyrianas, São Paulo. Trabalhou durante esse ano como avaliador de textos teatrais da selecção de 2014 para o SESI-British Council e também como artista convidado na SP Escola de Teatro nas áreas de Dramaturgia e Direcção. Forma com Letícia Simões o ateliê AzulPetróleo com o qual já teve vídeos em vários festivais de diferentes países, destacando-se: Loop Festival, Barcelona. É tudo Verdade, São Paulo. Curta Cinema, Rio de Janeiro. Com AzulPetróleo esteve também em residência no Museu da Imagem e do Som em São Paulo onde o trabalho de vídeo realizado, “Nomos”, ficou aí em exposição. Sendo também seleccionado para o Mostra Caixa de Novos Artistas, projecto que está em itinerância por todo o Brasil entre 2016/17. Escreveu e co-dirigiu, com Óscar Silva, “Mastodonte”, que estreou no Teatro Nacional D. Maria II no ciclo “Recém-Nascidos” em Outubro de 2016. Em Novembro do mesmo ano criou, com Silvana Ivaldi, “Drumming” no Teatro Sá da Bandeira em Santarém. Em Dezembro de 2017 criou com Silvana Ivaldi “Justificação”, para o mesmo teatro.

Bio Silvana:

Nasceu em Bordighera, Itália, em 1987.

Licenciada em Moda pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (2008) e mestranda em Design da Imagem na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Trabalha em várias frentes do Teatro e do Audiovisual, como criadora, actriz, dramaturgista e directora de arte. Entre 2011 e 2014 viveu e trabalhou em São Paulo, onde apresentou vários trabalhos nas áreas do teatro, performance, cinema e audiovisual. No teatro destaca o seu trabalho com Maurício Paroni de Castro e com o Sr. João. Trabalhou como directora de arte e assistente de realização de Letícia Simões em “Tudo vai ficar da cor que você quiser”, filme vencedor do prémio de melhor documentário no CinéLatino em Toulouse (2015) e com menção honrosa no 2nd Noida International Fim Festival, na Índia (2015). Foi bolseira da 3ªed.INOV-ART – DGArtes, através do qual trabalhou como figurinista na companhia brasileira Parlapatões, tendo sido apoiada pela mesma instituição no programa de apoio à Internacionalização das Artes com o projecto “Metaxu – em oito”, série de oito curtas-metragens sobre Simone Weil. Destaca os últimos trabalhos que apresentou no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém: “Instalação”, fruto de um laboratório dirigido por Rui Lopes; “Victor, as crianças ao poder”, com direcção de Fernando Brito, “Provisório”, “Uma faca na mão, uma lira na outra” (a sua primeira criação a solo), “Drumming” e “Justificação” com Ricardo B. Marques e “O Mandarim – apóstrofe e paciência” de Pedro Barreiro.